08 julho 2021

Eu assisti sexLife e achei deprimente

Eu assisti sexy Life e achei deprimente
A história de uma garota do interior do Estados Unidos que que provavelmente não viveu a sua adolescência na época certa. Se muda para os Estados Unidos um pouco mais velha e com mais Liberdade do que teria antes e durante sua vida na pós-graduação, ao lado de uma amiga muito mais bem resolvida e inteligente ela vive aventuras sexuais e experimenta uma vida que pouco tem a ver com a realidade. Realidade, aliás, é algo que durante todo o seriado passa o tempo todo batendo a porta da protagonista e ela não consegue deixar entrar. Continuando... A questão toda não gira em torno de ser feliz como tanto a protagonista diz, mas em se satisfazer. Como tantas outras tramas a personagem tem uma sorte desgraçada ela sai do interior, mas ela vive uma vida privilegiada. Vai morar em NY fazer um PHD o que você só é um p*** de um privilégio. Tem dinheiro para conviver e frequentar clubes caros e se envolve com um garoto perturbado muito rico. É muito simplória a explicação de que um homem que não se resolve com o pai, o que é revelado no primeiro minuto de conversa dos dois numa carona que ele dá para ela, passa o tempo todo do relacionamento com essa mulher uma brincadeira de ioiô com ela joga ela e puxa ela de volta. Uma mulher mal resolvida que sonha em ser mãe e construir uma família ter uma vida estável assim como todas as que ela viveu quando era criança e viu crescer lá na Georgia, de onde ela veio, mas que esbarrar com encantamento de uma vida cheia de aventuras que ele oferece muitos vícios. A história não mudaria muito de final ou perspectiva se ela tivesse viciado em cocaína álcool ou qualquer outra droga, mas ela se vicia em sexo. Sexo é colocado na vida dela não como algo que se faz com um homem que se ama, mas como uma droga. Ela experimenta ao sexo com esse homem e tem com ele um relacionamento tão perturbado destruidor quanto um relacionamento baseado em sexo, apenas sexo pode dar. Um relacionamento abusivo e que vários momentos o cara a manda embora ela vai ele pede para voltar ela volta sempre na esperança de viver com esse homem o sonho de ser mãe e construir uma família, mas com ele vivendo esse vício em sexo. Ela finalmente se separa dele, casa com homem padrão que nunca viveu nada do tempo provavelmente teve pai mãe história de vida tudo certinho e, por sinal também é Rico. Tem dois filhos com ele mostra-se uma mãe maravilhosa, mas isso pouco faz diferença na sua vida. O vício fala mais alto o tempo todo. Ela deliberadamente deixa um diário cheio das suas experiências picantes que ela nunca falou para o marido para ele ler ele lê e tenta fazer com ela o que, até então parecia ser o relato de experiências picantes que ela gostaria de viver de novo. Não, não era isso. Sem querer relatar toda a série e dar milhões de spoilers, resumindo, ela tenta conviver e ignorar que sua relação com o sexo não é um vício. Destrói o casamento, a possibilidade de encarar o problema como realmente um problema, se entrega ao vício, apesar de tudo, e isso é o seu "final feliz" no seriado. E isso é que, pra mim, foi deprimente. Isso e muito mais. São tantas as maneiras de dizer que é deprimente que eu nem sei por onde começar Eu esperava que uma pessoa que está no Ph.D. em psicologia que trabalha com isso teria a capacidade de enxergar a sua relação doentia com sexo, teria como primeira procurar tratamento psicológico. A mulher precisa de terapia, está vivendo uma crise existencial e não se ocorre em momento nenhum procurar tratamento. Ela até procura o seu professor e numa fala diz, “você é a pessoa mais próxima de um terapeuta que eu conheço e o cara não é capaz de mandar ela se tratar?! Não é por falta de dinheiro ou tempo, inteligência? A sua melhor amiga é uma psicóloga, professora universitária e autora de livros, trabalha assuntos relacionados ao feminismo com casamento, e a protagonista ela só descobre do quê a amiga fala no final da série, quando amiga tá lançando um livro no meio da palestra, não parece que elas não conversam, pelo contrário, elas passam o filme a série inteira conversando, trivialidades e tudo que a outra consegue é apoiar cada decisão errada que a protagonista decide tomar. Que merda de amizade é essa?! Será possível que as pessoas não têm capacidade de conversar com seus amigos sobre a realidade de suas vidas, conversas profundas e de qualidade. A gente precisa conversar muito mais sobre os motivos pelos quais se vive e não apenas do que acontece na vida. É surpreendente a superficialidade das relações entre as pessoas entre os amigos. A superficialidade com que as pessoas tentam tratar os seus problemas que as pessoas abordam os outros para tentar ajudá-los quando vem eles em apuros. A superficialidade das soluções que eles encontram um para o outro e principalmente que os outros admitem para si Se ela fosse viciada em uma droga alucinógena e o marido descobrisse um diário cheio de experiências maravilhosas que ela tivesse vivido nas suas viagens alucinadas, ele não teria proposto a ela trazer pra dentro do relacionamento a droga e tentado viver com ela suas "viagens". O maluco do início do seriado, o namorado problemático consegue resolver seu “problema” com seu pai e como por um milagre se vê pronto para, agora, viver a história de amor com a ex-namorada, e o fato de oito anos terem se passado, a mulher estar casada e com dois filhos pouco importa para a sua sina em recuperar a mulher. Ela foi capaz de, com sua experiencia em psicologia, compreender o cara, entender todas as suas falhas e aguenta-lo até que ele a coloca pra fora de casa como um (não consigo nem pensar num comparativo, por que nem com animal se faz algo assim). Mas do jeito que o namoro começou, acabar daquela forma nem é tao surpreendente. E por ela ter sido a única mulher que aparentemente cruzou o caminho vazio desse homem, ele nunca a esqueceu. Ela foi a pessoa que fez ele enxergar o seu problema e apenas com a ausência dela, anos de vida vazia ele, de uma hora pra outra, vai resolver sua questão com o pai e fica “curado”. Ela não era a mulher que ele amava, mas a única pessoa que ele teve na vida que realmente o entendendo. Ele não precisava voltar para ela, ele precisava encontrar uma pessoa que desse a ele a segurança de que ele é compreendido, que não é um monstro... um terapeuta poderia fazer isso?! Quem sabe!? Uma rede de amizade saudável, terapia, tempo de qualidade para criar relacionamentos reais? Nada disso faz parte da vida de gente que trabalha demais, é rico demais, vive a fantasia que o dinheiro, fama e poder pode proporcionar. A realidade dura também retira isso das pessoas, portanto, não é privilégio dos privilegiados, mas uma realidade dura da humanidade que a cada dia deixa de ser um pouco mais humana. A protagonista escreve e trabalha uma teoria que é ridicularizada durante a série, a monogamia entre humanos. Que a realização de uma vida sexual plena está em se praticar sexo com uma pessoa apenas. E com ela desenvolver todas as suas fantasias, respeitando os limites da interação sexual entre dois parceiros (ela não defende a suruba ou qualquer termo mais adequado para o sexo grupal). Ela tenta argumentar e passa a série inteira realmente respeitando sua convicção, até que no final se “liberta” dessa “trava” e simplesmente atravessa de Connecticut até a ilha de Manhattan, depois da apresentação do teatrinho do filho ao lado do marido perfeito, deixa o marido cuidando dos filhos enquanto observa a localização da esposa correndo para o apartamento do ex-namorado. E chegando lá, como quem corre para a uma redenção dos seus problemas e resolve: “fuck me”. E o marido, como em todo filme machista não poderia ficar por baixo, ele liga para sua “possível amante” e diz “hi...”. Machista sim, muito machista. O Marido da perturbada é um corretor de investimentos cuja fama atrai uma mulher super bem-sucedida para Nova York só para trabalhar ao seu lado. Ela se torna sua chefe, mas passa o seriado todinho implorando para que ele largue sua esposa problemática e se abrigue em seu apartamento. Ela dá a chave de casa para ele e diz vá e nunca mais saia. Ele é casado e tem dois filhos, mas isso é irrelevante. O namorado galã bem-sucedido trata a protagonista como objeto do início ao fim da série. Os episódios são recheados de diálogos infames e machistas como “eu ainda não terminei com você”, “você é minha” e o namorado maluco tem total liberdade de masturbar a mulher onde quer e quando bem entende. Se essa mulher não vive com infecção na “pepeca” ela tem a imunidade mais foda do mundo (o homem pega em toda Manhattan e mete a mão sujinha dentro da vagina dela o tempo todo). A protagonista simplesmente cede aos desejos, ideias e caprichos dos homens, não há um só momento em que ela é a protagonista do sexo que ela tanto “ama”, ela é apenas levada àquilo por eles. Até na festinha particular de swing que o casal (o casal casado) vai uma mulher faz sexo oral no marido dela, na frente dela, com a reprovação dela. Quando um outro homem tenta tocar na esposa, que está saindo correndo daquele ambiente hostil, o maridão ofendido, com o pinto babado e gozado guardado na calça, enche o outro de porrada. Lá na frente eles se resolvem, mas não com um pedido de desculpas do agressor, porque, afinal, a mulher era dele. E não acaba nisso, lá na frente o casal se resolve. O maridão é um homem corretão, fica repetindo que isso não sairá da cabeça dele, que ele ultrapassou os limites do acordo nupcial, que aquilo ela uma mancha. E a protagonista ameniza, diz que não é traição se ela viu, na festa que ela consentiu estar e passa pano no erro do marido, ele não pede desculpas a ela tampouco. Afinal, ele não estava errado quando, aos protestos de sua esposa, com a outra ajoelhada na sua frente esperava o consentimento de poder ou não o chupar. Que cena deprimente. Machista quando, depois de ler pela primeira vez o diário picante de sua esposa o marido ofendido praticamente estupra a sua esposa, machuca seu rosto contra um balcão enquanto penetra ela de costas, sem nenhum carinho, mas ela, mesmo sofrendo, na cena seu diálogo é “yes, more”. Ela acha estranho o rosto machucado, ela acha estranho o marido depois disso sair sem nem a beijar, ela acha estranho, mas afirma que foi a melhor transa de sua vida com seu marido. Oito anos de casados e esse foi o melhor momento? Machista quando mostra que essa mulher insaciável procura o marido que está ocupado vendo um jogo e ele transa com ela, mesmo vendo o jogo e brochando ele traz o vibrador e aquele diálogo dá a entender que ela se satisfazer com o vibrador era algo corriqueiro, que ela tinha que fazer, já que ela quer o que o marido não dá e isso era normal. A cena é feita para rir, mas é deprimente, também. Machista quando o maluco ex-namorado, que a um ano começou a transar com a melhor amiga da protagonista (e isso era um segredo entre elas) por acaso a encontrou lá na casa da amiga. E a julgar por sua reação se sentiu autorizado a voltar a procurara-la. E como provar para ela que ela não o esqueceu? Vai até a casa da melhor amiga, pega o celular dela sem autorização, faz uma chamada de vídeo para protagonista e posiciona o celular pra ela ver o quão irresistível ele é. A melhor amiga aparece no vídeo mandando ele ir embora, que aquilo não era correto, que ela não quer transar mais com ele, nunca mais. Mas o bonitão dos dedos mágicos coloca as mãos sob a calcinha dela, sem resistência e consegue o que quer. Transa com a melhor amiga enquanto a protagonista assiste tudo ao vivo. A protagonista se ofende? Por sua amiga ser usada assim, por ser provocada assim, por ele ter esse comportamento? De jeito nenhum. Ela pega o celular, vai para o quarto da filha e se masturba vendo o maluco transando com sua melhor amiga. Ah, mas isso foi errado, ela corre pra Manhattan (que agora já é na esquina e não mais a horas de trem ou de carro) para pedir desculpa a amiga por ter “invadido” sua privacidade. A melhor amiga estava preocupada porque precisava dizer que, mais uma vez voltou a transar com o galã maluco do seu ex-namorado. E fica tudo bem, afinal, o erro foi dela de ter assistido e não do outro de ter filmado. Machista quando o ex-namorado maluco vai até a casa da protagonista e a pede em casamento. Tem a audácia de dizer que aquele anel tinha sido comprado a oito anos e guardado numa gaveta pela sua falta de coragem. E que agora, ele tem a tal coragem (falta noção, na real). E ela acha aquilo ruim, sim, mas fica revoltada, chateada? Não, ela fantasia como a vida seria boa se casasse com o maluco. E mostra eles transando em Veneza, ele sendo paizinho dos dois filhos dela e ela gravida e feliz de um terceiro filho. A realidade volta e ela decide ficar com o marido de verdade, pai dos filhos de verdade que ela já tem a oito anos. Sensatez ?! ela tem um número para essa decisão: 85% Mas para essa constatação dela ela precisa antes ir até o maluco, sumir por quase uma noite inteira com ele em Manhattan e ao chegar em casa não encontrar seu marido e filhos (que tinham saído para andar de carro, técnica milenar de pôr bebê pra dormir) ela se dá conta que 85% é mais do que os 15% de prazer sexual que lhe falta no casamento. Prazer sexual? A série mostra como é impossível concorrer o sexo do casamento com o sexo com um galã rico de Nova York que tem o pinto muito grande e sabe “naturalmente” técnicas avançadas de estimulação clitoriana. Mostra como o “homem dos dedos ousados” consegue fazer tranquilamente a posição do missionário, a técnica do alinhamento coital, perfeitamente e em seguida mostra o marido se irritando enquanto tenta fazer a mesma coisa, a protagonista orientando como fazer é deprimente e ele brochando é, mais uma cena corriqueira. O prazer sexual nada tem a ver com o tamanho de um pênis ou o corpo do parceiro, mas o seriado precisa alimentar mais essa ilusão coletiva. Sim, o seriado precisa mostrar que o galã maluco tem o pinto muito grande e quem constata isso é o marido inseguro. Ele abandona o trabalho no meio do expediente, cruza a cidade, paga um mês de academia antecipada para ficar 40 minutos la dentro e tomar um banho no banheiro da academia com o galã. Nisso ele constata que o ex-namorado de sua namorada tem o pinto maior que o dele e se sente muito humilhado com isso. As cenas querem mostrar o quanto o ex-namorado é sexy enquanto pratica box, socando um saco de pancadas ao mesmo tempo que o pobre marido se exaure fazendo uma rosca direta na barra todo errado, lascando sua coluna e seu juízo. Que cena deprimente. O marido é um homem lindo e musculoso e o maluco um magrelo do pinto grande. As cenas e o sentimento de revolta ficam brotando na minha mente e a certeza que os caminhos errados que as pessoas traçam em suas vidas são, as vezes, tão óbvios que dá muita raiva. Observar como expectadora como um problema que, pode não ser simples, mas é só mais um de tantos problemas que há num casamento destrói uma família é muito triste. Se alguém fica feliz e satisfeito com o resultado da trama, com o “fuck me” do final me deixa muito mais assustada. Ela realmente vai, no sentido literal e figurativo da palavra “se fuder” com a “solução” que resolveu dar ao seu problema. Se entregar a um problema, ceder como se não houvesse saída, dizer que sexo prazeroso é 15% da sua vida e que não se pode ter tudo, mas depois correr atras de ter o tudo, tendo 85% com o marido e filhos perfeitos e os 15% com o ex-namorado que agora vira amante é muito, muito deprimente em minha opinião. O sexo não pode ser uma porcentagem de uma vida, mas inerente a ela, no casamento, fora dele, onde for. Não pode ser comparado a outra coisa e precisa ter seus limites estabelecidos. Como tudo, todas as necessidades da vida humana. Sexo é uma parte, mas não é tudo, nem 15%, muito menos algo que se pode viver levianamente, para tudo há regras e limites, se eles não são claros, há um problema estabelecido e ignorar o problema não é superá-lo. A série não é sobre ser feliz, é sobre se satisfazer. E mostra, claramente, pelo menos para mim, que satisfazer-se não é ser feliz, ser feliz não é ser satisfeita, está mais para uma decisão diária de vida. E por fim, a série tem duas psicólogas, a protagonista e sua melhor amiga confidente, aparentemente duas profissionais excepcionais e nenhuma das duas se dá conta de que toda a trama seria completamente sem sentido se a protagonista fizesse terapia. Eu não sei se isso é uma grande crítica aos psicólogos ou um grande merchandising para a terapia. P.S. eu tive que me corrigir milhares de vezes no texto, de filme para série. E sim, essa série em 8 episódios é um roteiro esticado a força, daria muito bem pra ser um puta filmaço denso e bom de assistir. Um filme como “closer”, denso daquele jeito. P.S.2. eu tive que apagar muitos palavrões de interjeição de revolta ao final de cada parágrafo, impossível não se revoltar, não acredito, me nego a acreditar que só eu me revolte com essa série.

28 abril 2021

o sorriso sumiu do meu rosto.

o sorriso sumiu do meu rosto. pra onde foi elizabeth?

21 abril 2021

Ma new boobs. Agora sim.

Refletia com Deusia, hoje tenho tudo que mais desejei nos últimos anos: minha mãe restaurada, um namorado e um par de peitos. dia ###### Foi a primeira consulta com Dr David Silveira. já vinha de duas anteriores que não haviam me agradado. Senti segurança, esperança, o preço era mais justo e o médico estudioso. marcamos a data, tudo acertado. seria em março. março veio e, na véspera eu nada tinha feito, risco cirúrgico no dia do retorno, exames que ficariam prontos no dia da cirurgia e o retorno na véspera da operação. Pandemia aumentando os números, zero UTI na cidade, eu fui pra o Ecomedical pra adiar a cirurgia. assim foi feito, em 1 minuto de conversa, à sombra da menor dúvida o médico cancelou a cirurgia. Remarcamos para o dia 9 de abril. as coisas melhorariam?! não muito, os motivos do adiamento estavam postos, mas naquela semana eu estava a postos para não adiar mais. chega o dia 9 de abril, às 7h Rafael me busca em casa, e fica comigo até as 8h no hospital Dia, ele saiu e eu esperei mais 1h pra ser internada. No quarto ainda dormi de bruços por mais um bom tempo e as 10:30 Eu fui operada. finalmente. algumas horas depois acordei na sala de cirurgia sendo vestida por Carline. Agora Havia um volume no meu campo de visão, um par de morros dois irmãos meio achatados. ... Primeiro retorno dia 20 de abril. Dr David satisfeito com o seu trabalho chama a atenção de que os seios cresderam. os músculos estão se expandindo para receber as próteses e se acomodando

10 janeiro 2014

jaboticabas eu nao quero, mas as jaboticabeiras!

texto de autoria de Rubem Alves (ou nao) da pagina oficial dele (ou nao) no facebook dizia...

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. 
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. 
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. 
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... 
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus. 
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!"


pra mim é um pouco diferente... porque 

E eu contei os meus dias e descobri que posso morrer amanha, mas também posso viver mais de 100 anos. Das jabuticabas pude plantar cada caroço mal roído, quem sabe daqui pra quando a fome voltar já não tenham frutificado minhas jabuticabeiras?
Também não tenho tempo, nem paciência para lidar com mediocridades, egos inflados e nem conversas sobre a vida alheia, muito menos ainda para invejosos.
Os projetos megalomaníacos para uns, para outros não... 
Talvez seja megalomaníaco pensar que um dia conseguirei ajudar um eterno adolescente a construir sua própria maturidade, será preciso muitas horas de conversas melindrosas.
E quem sabe isso não me trará ainda mais paciência para entender que as coisas que pra mim são bobagem, para outros podem não ser. E serei então uma pessoa que os outros chamam de “humana”.
Terei perto de mim pessoas sem pressa, que sabem esperar pelo tempo certo, o tempo necessário para descobrir a essência de alguma coisa... Pelo rótulo compra-se o vinho, pela casca escolhem-se as frutas, pela pele sentimos um beijo que pode tocar nossa alma.

Eu não quero viver ao lado de gente humana demais, quero aquelas que conseguem ir além, as que agradam a Deus e que assim conseguem rir mesmo quando ha motivos pra chorar, orgulham-se ao servir o bem, conhecem a imortalidade de suas almas, amam a todos como a si mesmos e acima de tudo a Deus.
Não há coisas de mentira, mas pessoas mentirosas. Quero caminhar em meio a todos e ser sal e luz no mundo que habito, desfrutar do amor verdadeiro e saber que Ele é o essencial, com Ele nada me faltará.




31 agosto 2008

Torta-mousse “acreditada” de Limão

Inspirada na “Torta ‘Desacreditada’ de Limão” do blog
Delícias Cremosas.


1. Massa:

- 1 pacote de biscoito maisena

- manteiga/margarina SEM SAL

Triture a bolacha no liquidificador (pode ser num daqueles mixer, mas cuidado pra num ficar cego com pedaços de bolacha assassinos - utilize um pano de prato, ou coisa do gênero, de forma a impedir o vôo da bolacha) ou então quebra tudo na mão mesmo... Coloque o pó de bolacha em um refratário e misture a manteiga até a massa não esfarelar mais, isso deve ser próximo de umas 4 colheres de sopa de manteiga. Agora molde a massa no refratário.

Leve o refratário ao forno bem quente por 15 minutos ou até o biscoito ficar crocante.

Reserve!


2. Recheio:

- 2 latas de leite condensado

- 2 latas de creme de leite

- suco de 6 limões ou 5 ou 7... Enfim, se colocar muito suco fica enjoado, se colocar pouco fica sem sabor...

Misture tudo num liquidificador

Com o mousse pronto, despeje-o sobre a massa.

Coloque na geladeira por aproximadamente uma hora e meia / duas horas.


3. Cobertura:

O melhor suspiro da cidade!!! (aqueles da empadinha barnabé, por exemplo) Basta distribuir sobre o mousse depois de ele ter passado 2 horas na geladeira. Se quiser deixar bonito, basta colocar raspinhas de um limão bem verdinho sobre o conjunto da obra!

estou fazendo... fico devendo a foto e correções!

28 maio 2008

Hidroporto

Um lugar que ficará guardado na lembrança... não sei como está hoje, mas também nem sei se quero ver...

Pensar no hidroporto me fomenta vários assuntos pra falar... mas o mais profundo de todos é do meu desconforto diante de mudanças... não excluindo mudanças boas (o que não é o caso do hidroporto, na minha opinião, claro)


Porque privatizar, num condomínio fechado, algo que deveria ser patrimônio contemplativo de todos é no mínimo ridículo, pra não citar a lista de adjetivos que tenho... Mas isso me leva á raiva, e sobre esse assunto eu não quero mais sentir.


Porque também, falar do hidroporto, me desperta vontade de falar da Praia do Jacaré, e falar e falar e falar... mas minhas palavras, desconexas de ações, são no mínimo hipócritas.


... mas não deixam de ser verdadeiras...

... me valho do respaldo que encontro na opinião de quase todos os moradores, frequentadores antigos desse lugar... minha casa...

...

...

...


Mas, voltando ao hidroporto... esse ai deveria ter sido tombado, sempre falei isso, não somente ele, que é o único que ainda "existe", mas a capelinha e uma casinha inusitada na frente do hidroporto que arrependo-me de não ter tirado fotos dela...

A capela e a casinha viraram entulho, assim como pó os mistérios e perguntas que eu me fazia e não me faço mais... deveria ter feito a alguém alguns anos atrás... mas.... não fiz.


Levei pessoas especiais, e nem tao especiais assim, ao hidroporto... quando antes me sentia a única ali, coisa de criança. Fiquei um dia ate 7 da noite, onde só contemplavam-se milhares, milhões de maruins violentos... Fui de manhã, e como sempre, pelo menos uma vez na semana, ver o único por do sol que valia a pena, ao som de mais nada... só o barulhinho singelo do mangue.


E como toda ilusão de criança, de achar que seu esconderijo era só seu... fui vendo mais e mais pessoas chegando ali, e ninguém que tornasse aquele ambiente especial, como eu achava que fazia. muito pelo contrario, e por causa disso... e das outras coisas que se acometem a estudantes universitários de duas universidades, estagiários, gente com responsabilidades .... fui me afastando...


Ate que fui, ha quase um ano, lá pela última vez, junto com meus três amigos que mais compartilharam os momentos bons daquele lugar, me despedir...

Tirei essa foto e acho que ela retrata perfeitamente tudo que eu mais gostava no meu "nodo"... no meu... que nunca foi... no hidroporto.




E mais um pedacinho da minha infância virou mercadoria pra turista burguês ver e...

não entender nada!


10 maio 2008

3:17AM
... Amanhã já é "dia de branco" e eu ainda estou meio cinza...
Digo amanha, mas só porque meu corpo ainda não entendeu o calendário e os ponteiros do relógio.
tic, tac, tic, tac e o relógio que me obriga a dormir é o mesmo que me impede. Se fosse pelo menos um tic tac acima de uns 50 decibeis* era compreensível. (poderia usar isso como desculpa amanha?!... nao... hunf)

tic, tac, tic... Isso é tortura chinesa!
Lembrar de amanhã comprar um rádio-relógio digital, sem ponteiros. E daquele que me acorde com uma programação qualquer de rádio ... Garanto que a propaganda da Casas Bahia ou J .Júnior é melhor do que o "pi-pi-pi, pi-pi-pi, pi-pi-pi" maldito de toda manhã... E essa coisa ainda é um anjinho de resina... nem parece!

Esse objeto do mal vindo direto das profundezas quentes do inferno, foi um presente de amigo secreto (daqueles que eu preferia ter ficado sem saber quem me tirou...) dado pela servente lá da repartição, só fiquei por consideração, ah, o cafezinho dela... será muuuito necessário daqui a pouco!

4:20...

4:35...

4:44...

Só consigo contar os minutos... no dia em que eu contar os segundos eu procuro um médico!

Daqui a pouco dá 6:00 horas e eu terei que levantar. nao daria tempo de ler nada, comer? nao... Música...? filme... Ah preciso dormir. Dormir!

dormir....
1,
2,
3, pronto dormindo!

P*&£ q½& p*$£% eu preciso dormir... saaaaaco!

Alguém já deve ter morrido de insônia, com certeza isso deve matar depois de algum tempo... tempo... tempo... passando...
ahh Num acredito, as frestas da janela começam a clarear... Prenúncio de que eu nao vou dormir meeeeesmo.

5:15... o sol já nasceu! puts, nao vejo vantagem alguma em morar num lugar onde o sol nasce tão cedo... ele se põe mais cedo também e ficamos na mesma merda! o dia tem o mesmo tamanho... e Essa história de que Deus ajuda a quem cedo madruga... e quem fica acordado a noite toda? deveria receber um bônus por dormir menos! (mas recebemos... sono... o dia inteiro!)


5:30... fazendo as contas, eu precisaria ter dormido pelo menos 8 horas pra me sentir bem hoje. (nossa eu já consigo dizer hoje... realmente nao vou mais dormir, hoje.)
Se hoje a tarde eu dormir 1 hora, a noite eu vou compensar mais 3 horas, 8 + 3 = 11 horas de sono amanha, hoje... a noite...
ficam faltando 4 horas, depois de amanha mais 1 hora depois do almoço e a noite mais 3 horas... tudo certo, quinta-feira eu já estou em dia... "pi-pi-pi, pi-pi-pi, pi-pi-chaaaashhh.

Nunca mais me acordará anjinho "from hell"!!!
Lembrar de massa corrida e tinta pra ajeitar a marca do anjinho na parede!

Acho que hoje a única coisa branca serão as páginas...