28 abril 2008

Dona Baratinha, aos amigos!!!

Imagine que você vive numa comunidade bem certinha, todos convivendo em harmonia e muita paz.
Depois, de repente, chega uma nave extraterrestre bem grande, e desce do nada bem nomeio da sua casa, ali onde você costumava passar boa parte do seu tempo.
E agora, vocês dois, você e aquele ser estranho, grande, cheio de coisas diferentes, luzes, cheiros, barulhos, hábitos, concretos e repleta de E.T.s. terão de conviver, dividindo o mesmo espaço!

Ainda resistindo á sair do seu lugar de origem você permanece, relutante, bravamente adaptado ás novas condicoes de vida.

Algumas coisas te atraem naquela nova construcao, algumas luzes, algumas comidas, alguns cantinhos que substituem bem a sua antiga moradia...

Mas é preciso ter cuidado, porque os E.T.s não gostam de você!!!

Eles tem nojo, eles tem medo, e eles tem inclusive ferramentas terríveis pra aniquilar você! só a sola do sapato de muitos deles é suficiente pra acabar com a sua raça!

Mas... o que é mais engraçado não é isso! o incrível é que eles, certos de suas certezas... convictos de suas conviccoes... acham, não, têm certeza, de que os intrusos são vocês, você e toda sua estirpe, todo seu tipinho miúdo, gosmento por dentro e duro por fora, voces que voam ao redor das luzes deles e se metem no meio deles vez ou outra...
Eles nao hesitam em se esforçar e pisar sobre seus casquinhos duros, e " creec pronto, fiquem tranquilas"

É, amigos insetos... os homens... tem sapatos mais duros que seus cascos, melhor voar em luzes menos habitadas!

18 abril 2008

Aos Mestres com... sinceridade

Depois do ensino médio, convenci-me que seria muito interessante fazer o curso de geografia, mas que eu não conseguiria ensinar... com o tempo, e mais conhecimento e o curso de geoprocessamento ampliei meus horizontes e descobri que geógrafos fazem outras coisas além de lecionar.

Finalmente entrei para o tão querido curso de geografia, debaixo de vários dizeres pertinentes ainda hoje de que isso não é bom, de que o curso é ruim... demorei quase três períodos pra descobrir que gostava mesmo daquilo.

Me dediquei como antes nunca havia feito a outros estudos e tirei boas notas, planejei e fiquei feliz com o resultado...

mas pensando hoje melhor... lecionar ainda é muito interessante, me apetece, tenho essa curiosidade, mas definitivamente, espero não me espelhar em meus recentes exemplos...

O mercado de trabalho ruim, baixos salários, alta concorrência e necessidade de alta especialização, dificuldades diversas da profissão, comentários desanimadores e desfalques na instituição de ensino não me desanimaram, mas dessa vez, meus queridos mestres conseguiram.

Esse período as coisas se inverteram. Normalmente eu quem desanimava qualquer professor – tanto potencial dentro de alguém tão irresponsável e relapso como eu, sempre tiravam o estímulo de quem tentava construir algo comigo, em mim...

Dessa vez, tive o privilégio de conhecer diferentes perfis do mesmo profissional, os quais espero guardar muito bem em minha memória.

O professor didático – que constrói a aula em sequências lógicas, de fácil assimilação, com provas justas, material atualizado. Claro que salvo os defeitos, as qualidades desse primeiro foram essenciais referências. Suas aulas faziam-me lembrar conversas de barzinho, mas a sua “matéria” ajudava... assim como o gato branco de tantos exemplos...

O professor estrela - tal como o primeiro, ou melhor ainda, deu aulas maravilhosas, dignas de palestras de auto-ajuda, não precisava nem estudar pra prova depois das aulas. Professor experiente, que aproveitava suas aulas para merchandising de seus próprios livros... No fim das contas não tinha problema, humildade é pra quem precisa, ele não precisava... quem é bom tem certos privilégios mesmo, nisso sempre o admirarei. Mas a tal humildade faltou mesmo na hora de comunicar suas faltas, não fazer aluno “quebrar a cara”, não faltar com o respeito, mesmo que houvessem justificativas... as vezes o professor justifica seus erros como forma de transformá-los não mais em erros, mas em fatos... eu juro que ainda não entendi isso...

O Doutor – muito conhecimento, títulos, de doutor, mas nota zero em didática... falar é essencial, e ser direto, prático, objetivo ajuda e muito... não, ele não fala chines... realmente, mas se falasse pelo menos chines bem, um chines compreenderia! Eu, já não ouço bem, e ainda ter que interpretar um dialeto incomum e impreciso é demais... não fosse só isso. A quantos anos os mesmos exercícios, e mesmas provas? Isso é subestimar demais o networking dos discentes, e o cúmulo do comodismo. Fora tudo mais de esquisito que não cabe citar, e que é indescritível... o que o salva é sua real inteligência, pena, mas uma pena que ela vá quase toda pra cova com ele.

O professor “gente fina” - a primeira impressão é a que engana. Depois da primeira prova, ninguém leva sério... foi a avaliação mais enrolada da minha vida, achei que aquelas conversas de adolescentes de mudar o mundo, socialismo comunismo e partido vermelho não fossem me servir de nada... me enganei! Esse professor me ensinou importante lição: a aparência é que faz a diferença... pra que ler e saber, se você pode enrolar? E enrolar parece ser especialidade desse último citado mestre... viajar bastante também, claro que só na teoria e na promessa, e assim, bem devagarinho... não esquecendo de que com ele também tive importantes aulas de como se fazer um fichamento, uma bibliografia... mas curioso, metodologia não era muito a área dele. Enfim, é devagar que se chega lá... na final... mas, que final? Final não meu querido, “pau mesmo”...

Gostaria de titular esse post de “Aos mestres com carinho”, mas como eu não quero seguir o exemplo de alguns por ai, vou ser mais direta e sincera, nomeei-o de “Aos mestres com... sinceridade”. Aquela que talvez nenhum aluno ainda tenha tido verdadeiramente com tais mestres. Não quero ser confundida com intolerante, chata, reclamona, (nãaaao que é isso?!?) mas apenas não quis deixar passar a inspiração cítica que “ganhei”. Assim, da mesma forma que passei (fui aprovada) nas disciplinas todas desse período, que Deus queira, único em minha vida acadêmica.

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(espero que depois desse post minhas notas não mudem... mas tranquilo, esse blog não é muito visitado)