
23 setembro 2006
Só é meu...

10 agosto 2006
01 julho 2006
Nois na Escola!!!
A casinha da branca de neve, o viveiro dos passarinhos, as torneirinhas viradas que se fazia de bebedouros... Ir pra sala de Mércia... Ditado, estrelinha, (que eu nunca ganhava) Tia Elba (miserável), Tia Lení (um anjo), baleado na quadra, Marcelo, o Macaco que subia em tudo e na saída vestia a roupa do Visão pra se exibir! Aulas de Cláudio e a briga pela bancadinha da arquibancada... E Dida aprendendo a voar no meio do vôlei!!! Nunca vamos esquecer, nunca vamos deixar de rir e de lembrar, de achar que aquelas pessoas eram tão grandes... E hoje? Pequenas... Pequenas lembranças que hoje se unem aos ensinamentos que a gente nem lembra mais o quanto que era difícil aprender.
**Carambola do vizinho, lá no alto, quando caia, esbagaçava... Mas se comia do mesmo jeito... Delícia (eca)... preferia o pipos da cantina!
** A cor preferida dele era transparente... "Ahh que lindo... ele é tão criativo" - Meu Deus como eu era bobinha...
** Quinta série... E agora? Como é que vai ser? Visão?! ai ai ai que meda!
**Pular da arquibancada de três degraus no chão... A gente conseguia!
**Passar de um lado pra o outro do vão do acesso lateral da quadra, radical!!!
Queria que os medos de hoje fossem daquele tamanho, que os motivos de risada fossem tão bobinhos quanto aqueles...
As lembranças hoje se projetam como num museu de fragmentos, um quebra cabeça que quando estamos juntas conseguimos montar e reviver... Ver que foi ontem, um dia desses... Há mais de dez anos.
Garrafinha na saída, dar a volta no jardinzinho da entrada, Positivo, pintar a capinha de cada bimestre... Prova de estudos sociais, dia do índio, quadrilha na quadra, carnaval e o chão cheio de confete, musiquinha da Xuxa... Que horror! Hino nacional na entrada, e a musiquinha de que Deus abençoe a minha família e a sua também... Que saaaaco!!! Fila pra tudo, ate pro banheiro, distância de um braço... ... Empurra empurra e bolsada da compani... Nem doeu, nem doeu... hahahahahhaha
Foram tantos momentos, tantas lembranças... Nossa infância... O Pinnochio, o lugarzinho que guarda um pedaço de mim e de nós amigas, para sempre... Dida, Thaíse, Raíssa... Que saudade e que bom poder compartilhar a vida com elas, mesmo distantes, nossas vidas carregam um princípio em comum, muitos momentos bons, difíceis e, sobretudo inesquecíveis...
24 maio 2006
É nisso que dá ter blog vazio...
O colonizador português ao chegar no território paraibano encontrou resistência por parte dos nativos: Potiguaras, Cariris e Tabajaras, impedindo assim a conquista da Paraíba, por quase um século após o achamento do Brasil.
Somente em 5 de Agosto de 1585 foi firmado um acordo entre os índios da região, chefiados por Piragibe, e os portugueses, representados por João Tavares.
No entanto a paz com os com os indígenas só se consolida em 1599, após a destruição de aldeias inteiras e de uma epidemia de varíola que exterminou dois terços da população nativa.
Nasce então a cidade, sem jamais ter sido vila, com o nome de Nossa Senhora das Neves, em homenagem à santa daquele dia. O Local de seu surgimento era favorável à defesa e comunicação. Dada sua situação às margens do rio Sanhauá, tornou-se logo um centro comercial, responsável pela coleta da produção local, cujo principal produto, o açúcar, se destinava á Metrópole portuguesa.
Logo depois da fundação da cidade, em 29 de outubro de 1585 ela passou a se chamar de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em atenção ao rei da Espanha D. Filipe II, quando Portugal passou ao domínio espanhol.
Em 1634, a região foi invadida pelos holandeses, quando a cidade recebeu novo nome: Friederstadt. Assim permaneceu durante 20 anos. Em 1654, os invasores foram expulsos por André Vidal de Negreiros e Fernandes Vieira tomou posse do cargo de governador da cidade, que passou a chamar-se Parahyba. Em 1684 tornou-se a capital da província, perdendo essa posição quando a Parahyba foi incorporada a Pernambuco, em 1753.
Os paraibanos participaram ativamente da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824. Em 1930 o governador João Pessoa de Albuquerque é indicado como candidato a vice-presidente da República na chapa de Getúlio Vargas, pela Aliança Liberal. Seu assassinato, em julho daquele ano foi um dos pretextos para a Revolução de 1930.
Em meio à comoção que atingiu os paraibanos com o assassinato de seu governador, no Recife, a cidade ganhou seu nome definitivo, João Pessoa, através de Lei Estadual.
Igrejas, as primeiras construções

Na sua fase mais recuada, no lugar da cidade, construiu-se uma capela provisória na colina de cima do forte, feita de taipa de pila, onde no mesmo local hoje se ergue a Catedral. Tinha a invocação de N. S. das Neves. Entre a capela e o forte construído pelos portugueses para defender a capitania, corria uma ladeira que depois veio a se chamar de Ladeira de São Francisco. Na base da colina, por onde corria a Ladeira, no Varadouro, foi construída depois a igreja de São Pedro Gonçalves.
A ladeira de São Francisco foi, certamente, a primeira rua que teve a cidade. A segunda foi aberta ainda no governo de João Tavares e tomou o nome de Rua Nova. Esse nome foi conservado por mais de três séculos, sendo finalmente mudado para Av. Gal. Osório.
No lado sul da cidade, onde a princípio era conhecida por Passeio Geral, depois por Ilha do Bispo, onde Piragibe tinha sua aldeia, os padres da Companhia Jesuíta edificaram a Capela de São Gonçalo, padroeiro da ordem, foi realmente essa a primeira capela, situava-se fora do berço da cidade e hoje encontra-se envolvida no perímetro urbano.
As primeiras construções que teve a Rua Nova foram: a cadeia, a Casa da Câmara e o açougue, situado no local onde se levantou mais tarde o Convento de São Bento.
Passados alguns anos a ausência de cemitérios se justificava pelo fato dos cadáveres serem inhumados nas igrejas, entre elas as mais procuradas eram as igrejas da Santa casa de Misericórdia, (atual hospital Sta Isabel), São Francisco (mosteiro de St. Antônio) e Do Carmo eram as mais procuradas, as catacumbas eram enfileiradas pelas paredes laterais e no piso, ainda hoje em lápides de mármores, os mais antigos templos demonstram esse velho uso.
A iluminação pública
Em 1774 era apenas iluminada por raros nichos das esquinas instalados pelas famílias mais ricas ou os fachos e tochas dos lanterneiros e criados que acompanhavam os patrões nas raras e perigosas saídas á noite.
1822 A cidade alta foi iluminada, de ordem da junta governativa, por 20 lampiões de azeite de mamona, que representava notável progresso.
A iluminação era tão irregular, que no ano seguinte, assentou a Junta pedir a Pedro I que a décima urbana da cidade revertesse para o preparo de uma iluminação “que principie na quarta noite de lua cheia e acabe na sexta noite da lua nova vindo a ser dezoito noites iluminadas”. Mesmo assim, ainda não era seguro andar a noite pela cidade.
1827, em 31 de julho, o governo publicava em um edital, a determinação de que ninguém deveria andar na rua depois do toque de recolher, sem justa e legitima causa e trazendo armas proibidas, sob pena de ser preso, processado e punido.
1829, o aviso imperial, em 2 de maio, ordenava que a presidência da província deduzisse da oitava parte das sobras das suas rendas a quantia necessária “ao estabelecimento e manutenção de iluminação da cidade alta e baixa” que seria feita por cinqüenta lâmpadas alimentadas por óleo de mamona. Foi estabelecido no contrato um regimento que manteria a cidade iluminada sempre, onde se intercalavam a luz da lua e a luz artificial.
1850, houve uma ligeira decadência na iluminação, dos cinqüenta lampiões só sobraram dezoito, sendo uma quantidade insuficiente para o tamanho da cidade. Depois de algumas dificuldades financeiras, apenas em 1854 pode reforçar a iluminação da cidade.
1856, rompeu-se a calamidade dos terríveis efeitos da cólera que ocasionou a morte de 1183 pessoas, em virtude disso, aumentou-se exageradamente o preço do azeite, o que levou o Presidente da província a suspender a iluminação, deixando somente os lampiões de palácios, quartéis e cadeia.
Entre 1961 á 1912 a capital enfrentou dificuldades para estabelecer a sua iluminação, substituiu o azeite de mamona pelo querosene, que foi substituído novamente e desta vez pela luz elétrica abrindo assim novos horizontes para João Pessoa, substituindo a tração animal do bonde o serviço de transporte eletrificado e o estabelecimento de algumas industrias.
O desenvolvimento urbano João Pessoa
A cidade era geralmente divida em alta e baixa topograficamente. A parte baixa, o Varadouro, onde se localizava o Porto de Capim compreendia grande parte do comércio, já na parte mais alta do centro localizavam-se os órgãos administrativos, culturais, religiosos e prédios residencias de alto padrão. Logo após o centro iniciavam-se os sítios destinados principalmente ao plantio da cana, atendendo ao caráter mercantilista da ocupação portuguesa, demonstrando a ruralidade da cidade, que possuía pouquíssimas ruas calçadas dificultando o acesso a outras partes da cidade, proporcionando a formação de pequenos conjuntos habitacionais secionados, que detinham de pequena independência.
Em grande parte do século XIX a visão da cidade da Paraíba pouco se diferenciava da descrição feita desde o começo da centúria pelos primeiros cronistas e viajantes, “cidade pequena, antiquada, carente de diversos equipamentos urbanos e que chama atenção apenas por aspectos exóticos da sua paisagem natural e peculiaridades de umas poucas edificações” (Maurílio de Almeida) era como as demais capitais das menores províncias do Império, um aglomerado urbano, dos mais pobres e atrasados.
Condições naturais como rios, marés, mangues e até mesmo a lagoa, drenada em 1910, naquela época representavam entraves mais sérios à expansão urbana, somente após a sua drenagem foi que a cidade então começou a crescer do Sanhauá em direção á praia.
Em 1911, o município passou a ser subdividido em quatro distritos - Paraíba, Conde, Alhandra e Pitimbu. Entre 1933 e 1938, apareceu mais um distrito, denominado Cabedelo.
Nos anos 50, João Pessoa era então a 17ª cidade de maior população do País e a primeira mais populosa do Estado. Desta vez se encontrava distribuída em três planos - a cidade alta, a média e a baixa, já que se estende do sopé para o alto da colina que, em semicírculo, margeia a parte oriental do rio Sanhauá. Na parte mais elevada, fixavam-se os bairros residenciais mais importantes como Trincheiras, Tambiá e Torrelândia. Na cidade baixa, ou Varadouro, achavam-se localizados, à margem do rio Sanhauá, como já dito, a maior parte do comércio e os armazéns de depósito da Alfândega, a estação ferroviária, o porto fluvial, casas bancárias e casas da moda. Nesse ínterim, teve também grande importância a construção da atual avenida Epitácio Pessoa que serviu para fazer o elo de ligação entre a cidade alta e as praias.
A partir de 1960 houve uma grande expansão da área edificada, foi então que se deu a expansão da cidade em direção ao litoral, e ao sul atingindo toda orla marítima, da praia do Bessa até a ponta do Cabo Branco. Para o sudeste, o crescimento foi direcionado pelo início da construção da cidade universitária. Já para o sudoeste, direcionou ao crescimento do Distrito Industrial.
A partir das décadas 70, 80 e 90, a cidade vem tomando impulso em toda sua faixa sul. Esse fato está ligado à implantação de dezenas de conjuntos residenciais. Nas direções norte, leste e oeste existem limites naturais de crescimento, que são os manguezais do Paraíba, o oceano Atlântico e o rio Sanhauá, que dão cabimento ao crescimento vertical da cidade, o que vem sendo desenvolvido de forma ordenada.
Embora João Pessoa seja a terceira cidade mais antiga do País observou-se que somente ao final do século XIX ela pode experimentar melhorias em sua infraestrutura urbana. Toda população adulta pôde sentir o dinamismo nessas ultimas décadas, em virtude de ate tão pouco tempo atrás João Pessoa possuir bondes, carroças de burros, cavalos passando pelo centro da cidade, calçadas largas e pessoas que ficavam conversando até altas horas da noite, hábitos característicos de cidade pequena.
Hoje, João Pessoa já é a 26ª maior cidade do País. As avenidas da Capital conduzem a parques e jardins, ou, simplesmente, aos coqueirais de suas praias, cujas águas são sempre mornas. Destacam-se como principais vias públicas as avenidas Epitácio Pessoa, Getúlio Vargas, General Osório, Guedes Pereira, Beaurepaire Rohan, Barão do Triunfo, Cruz das Armas, Duarte da Silveira, Ministro José Américo de Almeida, Desembargador Bôto de Meneses, João Machado, Trincheiras, Maciel Pinheiro. Tem como principais praças as pracas Pedro Américo e João Pessoa.
Dos prédios existentes, destacam-se o Palácio da Redenção, sede do Governo, ocupando o antigo convento dos jesuítas, a Faculdade de Direito, Liceu Paraibano, Palácio da Justiça, dos Correios e Telégrafos, atual sede da prefeitura e o da Estação Ferroviária - o primeiro trecho da estrada de ferro foi construído em 1886, ligando a capital ao porto de Cabedelo.
Entre os monumentos históricos destacam-se a Igreja e Convento de Santo Antônio, Igreja de Santa Teresa de Jesus, da Ordem Terceira do Carmo, da Misericórdia, de São Bento, Casa da Pólvora e a sede do arcebispado. A cidade de João Pessoa conta com outros monumentos como o obelisco, dedicado a D. Pedro I e a João Pessoa.
Em 1997, devido ao grande crescimento de João pessoa e a inevitável conurbação com os outros municípios mais próximos, foi criada a Lei Complementar Estadual 27, de 1997, que estabelece a Aglomeração Urbana de João Pessoa, constituída pelos municípios de Alhandra, Bayeux, Cabedelo, Conde, João Pessoa, Lucena e Santa Rita. Cerca de 969.000 habitantes reside na Aglomeração Urbana, embrião de uma futura região metropolitana.
Bibliografia:
CARTILHA Paraíba 400 anos – aspectos geo-histó -
ricos e folclóricos. João Pessoa – PB.
EDIGRAF, 1985.
112p. ilust.
AGUIAR, Welington / OCTÀVIO, José, (org) Uma Cidade
de Quatro séculos evolução e roteiro.
João Pessoa, 1985
OCTÁVIO, José (int. e org.), A Paraíba das origens à urbanização.
Edição Fundação Casa de José Américo, 1983


