31 agosto 2008

Torta-mousse “acreditada” de Limão

Inspirada na “Torta ‘Desacreditada’ de Limão” do blog
Delícias Cremosas.


1. Massa:

- 1 pacote de biscoito maisena

- manteiga/margarina SEM SAL

Triture a bolacha no liquidificador (pode ser num daqueles mixer, mas cuidado pra num ficar cego com pedaços de bolacha assassinos - utilize um pano de prato, ou coisa do gênero, de forma a impedir o vôo da bolacha) ou então quebra tudo na mão mesmo... Coloque o pó de bolacha em um refratário e misture a manteiga até a massa não esfarelar mais, isso deve ser próximo de umas 4 colheres de sopa de manteiga. Agora molde a massa no refratário.

Leve o refratário ao forno bem quente por 15 minutos ou até o biscoito ficar crocante.

Reserve!


2. Recheio:

- 2 latas de leite condensado

- 2 latas de creme de leite

- suco de 6 limões ou 5 ou 7... Enfim, se colocar muito suco fica enjoado, se colocar pouco fica sem sabor...

Misture tudo num liquidificador

Com o mousse pronto, despeje-o sobre a massa.

Coloque na geladeira por aproximadamente uma hora e meia / duas horas.


3. Cobertura:

O melhor suspiro da cidade!!! (aqueles da empadinha barnabé, por exemplo) Basta distribuir sobre o mousse depois de ele ter passado 2 horas na geladeira. Se quiser deixar bonito, basta colocar raspinhas de um limão bem verdinho sobre o conjunto da obra!

estou fazendo... fico devendo a foto e correções!

28 maio 2008

Hidroporto

Um lugar que ficará guardado na lembrança... não sei como está hoje, mas também nem sei se quero ver...

Pensar no hidroporto me fomenta vários assuntos pra falar... mas o mais profundo de todos é do meu desconforto diante de mudanças... não excluindo mudanças boas (o que não é o caso do hidroporto, na minha opinião, claro)


Porque privatizar, num condomínio fechado, algo que deveria ser patrimônio contemplativo de todos é no mínimo ridículo, pra não citar a lista de adjetivos que tenho... Mas isso me leva á raiva, e sobre esse assunto eu não quero mais sentir.


Porque também, falar do hidroporto, me desperta vontade de falar da Praia do Jacaré, e falar e falar e falar... mas minhas palavras, desconexas de ações, são no mínimo hipócritas.


... mas não deixam de ser verdadeiras...

... me valho do respaldo que encontro na opinião de quase todos os moradores, frequentadores antigos desse lugar... minha casa...

...

...

...


Mas, voltando ao hidroporto... esse ai deveria ter sido tombado, sempre falei isso, não somente ele, que é o único que ainda "existe", mas a capelinha e uma casinha inusitada na frente do hidroporto que arrependo-me de não ter tirado fotos dela...

A capela e a casinha viraram entulho, assim como pó os mistérios e perguntas que eu me fazia e não me faço mais... deveria ter feito a alguém alguns anos atrás... mas.... não fiz.


Levei pessoas especiais, e nem tao especiais assim, ao hidroporto... quando antes me sentia a única ali, coisa de criança. Fiquei um dia ate 7 da noite, onde só contemplavam-se milhares, milhões de maruins violentos... Fui de manhã, e como sempre, pelo menos uma vez na semana, ver o único por do sol que valia a pena, ao som de mais nada... só o barulhinho singelo do mangue.


E como toda ilusão de criança, de achar que seu esconderijo era só seu... fui vendo mais e mais pessoas chegando ali, e ninguém que tornasse aquele ambiente especial, como eu achava que fazia. muito pelo contrario, e por causa disso... e das outras coisas que se acometem a estudantes universitários de duas universidades, estagiários, gente com responsabilidades .... fui me afastando...


Ate que fui, ha quase um ano, lá pela última vez, junto com meus três amigos que mais compartilharam os momentos bons daquele lugar, me despedir...

Tirei essa foto e acho que ela retrata perfeitamente tudo que eu mais gostava no meu "nodo"... no meu... que nunca foi... no hidroporto.




E mais um pedacinho da minha infância virou mercadoria pra turista burguês ver e...

não entender nada!


10 maio 2008

3:17AM
... Amanhã já é "dia de branco" e eu ainda estou meio cinza...
Digo amanha, mas só porque meu corpo ainda não entendeu o calendário e os ponteiros do relógio.
tic, tac, tic, tac e o relógio que me obriga a dormir é o mesmo que me impede. Se fosse pelo menos um tic tac acima de uns 50 decibeis* era compreensível. (poderia usar isso como desculpa amanha?!... nao... hunf)

tic, tac, tic... Isso é tortura chinesa!
Lembrar de amanhã comprar um rádio-relógio digital, sem ponteiros. E daquele que me acorde com uma programação qualquer de rádio ... Garanto que a propaganda da Casas Bahia ou J .Júnior é melhor do que o "pi-pi-pi, pi-pi-pi, pi-pi-pi" maldito de toda manhã... E essa coisa ainda é um anjinho de resina... nem parece!

Esse objeto do mal vindo direto das profundezas quentes do inferno, foi um presente de amigo secreto (daqueles que eu preferia ter ficado sem saber quem me tirou...) dado pela servente lá da repartição, só fiquei por consideração, ah, o cafezinho dela... será muuuito necessário daqui a pouco!

4:20...

4:35...

4:44...

Só consigo contar os minutos... no dia em que eu contar os segundos eu procuro um médico!

Daqui a pouco dá 6:00 horas e eu terei que levantar. nao daria tempo de ler nada, comer? nao... Música...? filme... Ah preciso dormir. Dormir!

dormir....
1,
2,
3, pronto dormindo!

P*&£ q½& p*$£% eu preciso dormir... saaaaaco!

Alguém já deve ter morrido de insônia, com certeza isso deve matar depois de algum tempo... tempo... tempo... passando...
ahh Num acredito, as frestas da janela começam a clarear... Prenúncio de que eu nao vou dormir meeeeesmo.

5:15... o sol já nasceu! puts, nao vejo vantagem alguma em morar num lugar onde o sol nasce tão cedo... ele se põe mais cedo também e ficamos na mesma merda! o dia tem o mesmo tamanho... e Essa história de que Deus ajuda a quem cedo madruga... e quem fica acordado a noite toda? deveria receber um bônus por dormir menos! (mas recebemos... sono... o dia inteiro!)


5:30... fazendo as contas, eu precisaria ter dormido pelo menos 8 horas pra me sentir bem hoje. (nossa eu já consigo dizer hoje... realmente nao vou mais dormir, hoje.)
Se hoje a tarde eu dormir 1 hora, a noite eu vou compensar mais 3 horas, 8 + 3 = 11 horas de sono amanha, hoje... a noite...
ficam faltando 4 horas, depois de amanha mais 1 hora depois do almoço e a noite mais 3 horas... tudo certo, quinta-feira eu já estou em dia... "pi-pi-pi, pi-pi-pi, pi-pi-chaaaashhh.

Nunca mais me acordará anjinho "from hell"!!!
Lembrar de massa corrida e tinta pra ajeitar a marca do anjinho na parede!

Acho que hoje a única coisa branca serão as páginas...




28 abril 2008

Dona Baratinha, aos amigos!!!

Imagine que você vive numa comunidade bem certinha, todos convivendo em harmonia e muita paz.
Depois, de repente, chega uma nave extraterrestre bem grande, e desce do nada bem nomeio da sua casa, ali onde você costumava passar boa parte do seu tempo.
E agora, vocês dois, você e aquele ser estranho, grande, cheio de coisas diferentes, luzes, cheiros, barulhos, hábitos, concretos e repleta de E.T.s. terão de conviver, dividindo o mesmo espaço!

Ainda resistindo á sair do seu lugar de origem você permanece, relutante, bravamente adaptado ás novas condicoes de vida.

Algumas coisas te atraem naquela nova construcao, algumas luzes, algumas comidas, alguns cantinhos que substituem bem a sua antiga moradia...

Mas é preciso ter cuidado, porque os E.T.s não gostam de você!!!

Eles tem nojo, eles tem medo, e eles tem inclusive ferramentas terríveis pra aniquilar você! só a sola do sapato de muitos deles é suficiente pra acabar com a sua raça!

Mas... o que é mais engraçado não é isso! o incrível é que eles, certos de suas certezas... convictos de suas conviccoes... acham, não, têm certeza, de que os intrusos são vocês, você e toda sua estirpe, todo seu tipinho miúdo, gosmento por dentro e duro por fora, voces que voam ao redor das luzes deles e se metem no meio deles vez ou outra...
Eles nao hesitam em se esforçar e pisar sobre seus casquinhos duros, e " creec pronto, fiquem tranquilas"

É, amigos insetos... os homens... tem sapatos mais duros que seus cascos, melhor voar em luzes menos habitadas!

18 abril 2008

Aos Mestres com... sinceridade

Depois do ensino médio, convenci-me que seria muito interessante fazer o curso de geografia, mas que eu não conseguiria ensinar... com o tempo, e mais conhecimento e o curso de geoprocessamento ampliei meus horizontes e descobri que geógrafos fazem outras coisas além de lecionar.

Finalmente entrei para o tão querido curso de geografia, debaixo de vários dizeres pertinentes ainda hoje de que isso não é bom, de que o curso é ruim... demorei quase três períodos pra descobrir que gostava mesmo daquilo.

Me dediquei como antes nunca havia feito a outros estudos e tirei boas notas, planejei e fiquei feliz com o resultado...

mas pensando hoje melhor... lecionar ainda é muito interessante, me apetece, tenho essa curiosidade, mas definitivamente, espero não me espelhar em meus recentes exemplos...

O mercado de trabalho ruim, baixos salários, alta concorrência e necessidade de alta especialização, dificuldades diversas da profissão, comentários desanimadores e desfalques na instituição de ensino não me desanimaram, mas dessa vez, meus queridos mestres conseguiram.

Esse período as coisas se inverteram. Normalmente eu quem desanimava qualquer professor – tanto potencial dentro de alguém tão irresponsável e relapso como eu, sempre tiravam o estímulo de quem tentava construir algo comigo, em mim...

Dessa vez, tive o privilégio de conhecer diferentes perfis do mesmo profissional, os quais espero guardar muito bem em minha memória.

O professor didático – que constrói a aula em sequências lógicas, de fácil assimilação, com provas justas, material atualizado. Claro que salvo os defeitos, as qualidades desse primeiro foram essenciais referências. Suas aulas faziam-me lembrar conversas de barzinho, mas a sua “matéria” ajudava... assim como o gato branco de tantos exemplos...

O professor estrela - tal como o primeiro, ou melhor ainda, deu aulas maravilhosas, dignas de palestras de auto-ajuda, não precisava nem estudar pra prova depois das aulas. Professor experiente, que aproveitava suas aulas para merchandising de seus próprios livros... No fim das contas não tinha problema, humildade é pra quem precisa, ele não precisava... quem é bom tem certos privilégios mesmo, nisso sempre o admirarei. Mas a tal humildade faltou mesmo na hora de comunicar suas faltas, não fazer aluno “quebrar a cara”, não faltar com o respeito, mesmo que houvessem justificativas... as vezes o professor justifica seus erros como forma de transformá-los não mais em erros, mas em fatos... eu juro que ainda não entendi isso...

O Doutor – muito conhecimento, títulos, de doutor, mas nota zero em didática... falar é essencial, e ser direto, prático, objetivo ajuda e muito... não, ele não fala chines... realmente, mas se falasse pelo menos chines bem, um chines compreenderia! Eu, já não ouço bem, e ainda ter que interpretar um dialeto incomum e impreciso é demais... não fosse só isso. A quantos anos os mesmos exercícios, e mesmas provas? Isso é subestimar demais o networking dos discentes, e o cúmulo do comodismo. Fora tudo mais de esquisito que não cabe citar, e que é indescritível... o que o salva é sua real inteligência, pena, mas uma pena que ela vá quase toda pra cova com ele.

O professor “gente fina” - a primeira impressão é a que engana. Depois da primeira prova, ninguém leva sério... foi a avaliação mais enrolada da minha vida, achei que aquelas conversas de adolescentes de mudar o mundo, socialismo comunismo e partido vermelho não fossem me servir de nada... me enganei! Esse professor me ensinou importante lição: a aparência é que faz a diferença... pra que ler e saber, se você pode enrolar? E enrolar parece ser especialidade desse último citado mestre... viajar bastante também, claro que só na teoria e na promessa, e assim, bem devagarinho... não esquecendo de que com ele também tive importantes aulas de como se fazer um fichamento, uma bibliografia... mas curioso, metodologia não era muito a área dele. Enfim, é devagar que se chega lá... na final... mas, que final? Final não meu querido, “pau mesmo”...

Gostaria de titular esse post de “Aos mestres com carinho”, mas como eu não quero seguir o exemplo de alguns por ai, vou ser mais direta e sincera, nomeei-o de “Aos mestres com... sinceridade”. Aquela que talvez nenhum aluno ainda tenha tido verdadeiramente com tais mestres. Não quero ser confundida com intolerante, chata, reclamona, (nãaaao que é isso?!?) mas apenas não quis deixar passar a inspiração cítica que “ganhei”. Assim, da mesma forma que passei (fui aprovada) nas disciplinas todas desse período, que Deus queira, único em minha vida acadêmica.

_________________________________________________________________________


(espero que depois desse post minhas notas não mudem... mas tranquilo, esse blog não é muito visitado)

30 março 2008

Tanajuras... nham nham

--- Março 2008


As formigas tanajuras só aparecem uma vez por ano, no final da tarde, quando chove e faz um pouquinho de sol.
Com o tempo, o chão fica cheio de formigas, vindas não sei de onde, de todos os lados.
São as fêmeas da saúva, cheias de futuro nas suas bundinhas.

As bundinhas...

Elas assim que pousam, tratam logo de despir-se de suas asas, grandonas que elas usam meio mal.

Assim que ficam livres pra caminhar, com certa dificuldade, dado ao tamanho de suas retaguardas, elas acham um lugar adequado, "fofinho" e começam a cavar.

É incrível, elas em poucos minutinhos estão enterradas na areia. Cavando e cavando, pondo pra fora bolinhas de areia. Isso elas fazem com maestria, diferentemente do andar ou voar.

Dali deve surgir um novo formigueiro, vindo todo de sua vasta bundinha.

Antes disso... Quando ela está muito entretida cavando ou procurando um local adequado pra isso vêm os comedores de formiga catar seu aperitivo do chão.

A pobre formiga... Entra numa garrafa pet, ou um copinho descartável, um saquinho plástico e se amontoam junto às outras.

Quando os comedores de bundinhas alheias enchem os recipientes, ou suas colunas pedem "arrego" ao intenso levanta abaixa, as formiguinhas vão para a bacia.

As que ainda estão vivas podem sentir na carapaça a água quente que pretendia lhes tomar a vida. (pretendia... por que formiga é "dura na queda")

Passado a água quente, é a vez da água salgada, nossa, muito salgada... Meia hora depois, bem salgadinha, ainda vivas, por incrível que pareça, é a vez da tesoura.

Ou faquinha mesmo, hora de ficar menor, sem a amada bundinha...

A bundinha vai pra frigideira, o resto, amontoa no lixo, ainda mexendo algumas patinhas... Mas nem tanto.

Na frigideira, com azeite, a bundinha... O que seriam milhares de formiguinhas vai virando "torresminho".

Poc poc poc, e as bundinhas vão ficando no ponto. Uma cebolinha, coloral, nossa comer formiga é estranho, tem que ter um temperinho, vai que é ruim... Nossa... Mais sal e, a farinha de mandioca, cá pra nós, macaxeira.

Mexe mexe e pronto!
Delicia (e quem tem coragem de provar?)

Tá, tudo bem, mas só desce com cerveja, da boa, muito boa. Cada um com seu potinho de farofa de bundinha de formiga. Em pensar que na receita do francês excêntrico o abdômen também ia, perdoe?!

Certo, do potinho pra colher da colher... Droga, num tem pra onde mais, só pra boca.
E foi

Muita farinha, farinha farinha.... E ah num é ruim, é estranho, mas é gostoso.

É eu comeria, um potinho pela metade, porque depois de um tempo, a casquinha da bundinha irrita, é dura, pior que casca de camarão.

É, daqui de casa, foi pra o churrasco do dia seguinte, e depois para o prato dos vira-latas, que preferiam mesmo a ração.

Ano que vem tem de novo, quem sabe, daqui pra mais alguns invernos formiga entra pro cardápio.